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MAM mantém Clubes de Gravura e Fotografia para incentivar o colecionismo e ampliar acervo

Criados respectivamente em 1986 e 2000, o Clube de Colecionadores de Gravura e o Clube de Colecionadores de Fotografia incentivam o trabalho de criação dos artistas, facilitam o acesso do público na compra de obras de qualidade e ampliam simultaneamente o acervo do MAM

A história do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM –, criado em 1948,  é constituída de inovações arrojadas dentro da trajetória do circuito de artes visuais do país. O Clube de Colecionadores de Gravura, criado em 1986, e o Clube de Colecionadores de Fotografia, de 2000, possibilitaram atingir quatro objetivos estratégicos inéditos: (1) a popularização da arte, por meio da criação do hábito de colecionar obras de arte a baixo custo, (2) dar acesso ao colecionador a obras de artistas consagrados ou emergentes de valor inegável, (3) contribuir para a implementação do acervo do MAM, que conta hoje com mais de 4 mil obras, parte delas advindas dos clubes, (4) valorizar diante do público e do mercado as obras em papel e (5) facilitar novas experiências e o desenvolvimento dos artistas.

A idéia da criação e do funcionamento dos clubes, comum em museus norte-americanos e europeus, é simples. Os interessados se associam a um dos clubes e passam a receber anualmente cinco gravuras ou cinco fotografias em casa. Um número determinado de cópias é distribuído aos associados, uma pequena quantidade de obras fica com os artistas e o MAM passa a ter em seu acervo também gravuras e fotografias dos artistas simpatizantes à iniciativa. Ao final de todo ano, a direção curatorial do MAM escolhe os nomes que farão parte dos clubes, atualmente restrito a cinco para fotografia e cinco para gravura. 

Desde 1986, com a criação do Clube de Colecionadores de Gravura, pela artista Maria Perez Sola, entraram para o acervo do MAM 84 gravuras e 30 fotografias. Várias dessas obras já foram expostas em exposições do acervo e em mostras externas

Clube de Colecionadores de Gravura
Segundo o diretor do MAM, Tadeu Chiarelli, o clube “acolheu alguns dos principais artistas gravadores do Brasil – entre eles Maria Bonomi, Fayga Ostrower, Emanuel Araújo, Evandro Carlos Jardim, Anna Bella Geiger e Laurita Salles, ao mesmo tempo que permitiu aos sócios do clube adquirir obras de artistas que, comumente, se expressam através de outros meios, como Tomie Ohtake, Arcangelo Ianelli, Luiz Paulo Baravelli e Leda Catunda, entre outros”.

O atual diretor do MAM salienta ainda, em texto sobre história do clube, que “desde o início, o museu sempre convidou artistas reconhecidos pela adoção de procedimentos gráficos como meio de expressão e, concomitantemente, artistas que nunca – ou raramente – se utilizaram destes procedimentos. A idéia de propiciar ao sócio do clube obras de grandes nomes da gravura brasileira, e ao mesmo tempo, obras daqueles que, por se manifestarem sobretudo por meio da pintura, atingissem uma cotação mercadológica acima das possibilidades e/ou interesses do associado”.

O clube nasceu em 1986 dentro das atividades do extinto Departamento de Artes Gráficas do MAM. A partir de 1996, os critérios de escolha dos artistas para a participação no clube, conforme afirma Tadeu Chiarelli, começaram a passar por algumas modificações. A primeira razão, segundo ele, para essas mudanças deve-se, sobretudo, à própria situação da gravura contemporânea em São Paulo, em meados dos anos 90.

Há exemplos que deixam clara a afirmação do diretor do museu: a obra de Paulo Climachauska (“Faça você mesmo”, de 2000), constituída de um “kit”, bastante democrático e interativo, leva o associado a grafar na parede um perfil figurativo, afixar um prego e colocar sobre sua fina base, uma pedra. Outro exemplo é a obra de Vik Muniz (“Principia”, 1997/2002). A gravura se apresenta como um aparelho de madeira e couro com visor estereoscópico. Pelo aparelho pode-se visualizar organismos vivos falsos.

Em 2005, os sócios e o acervo do MAM devem receber obras produzidas por Guto Lacaz, José Damasceno, Courtney Smith, Daniel Senise e Fabio Miguez. O interessado em se associar ao Clube de Colecionadores de Gravura paga à vista R$ 2.500 ou 10 mensalidades de R$ 250. Durante o ano recebe as cinco obras em casa.

Clube de Colecionadores de Fotografia 
Criado em 2000, sob os mesmos moldes e inspiração do Clube de Colecionadores de Gravura, o Clube de Colecionadores de Fotografia se propôs desde o início, de acordo com proposta curatorial do museu, a divulgar os nomes mais importantes dessa arte. Apresentada em museus e galerias, a fotografia ainda hoje continua pouco colecionada no âmbito privado. Portanto, o MAM atua no sentido de incentivar o colecionismo fotográfico.

“É a partir da década de 70 que começam os primeiros esforços para estabelecer uma memória nacional no segmento da fotografia. As primeiras coleções de foto contemporânea ganharam os museus nos anos 90. Sobretudo da segunda metade da década em diante, o MAM passou a apresentar, estudar e colecionar a fotografia contemporânea. O Clube de Fotografia nasceu nesse momento de particular atenção dada à institucionalização do meio fotográfico”, escreve Margarida Sant’Anna, do Departamento de Curadoria do MAM, sobre a trajetória do clube.

Segundo ela, nos três primeiros anos do clube, a Curadoria do museu propôs fotos em preto-e-branco e no formato 40 x 50 centímetros. Em 2003, os dois parâmetros não foram mais uma exigência. Já produziram fotografias para o clube 30 artistas. O início do clube foi dado por Tuca Reinés, Vicente de Mello, Rochelle Costi. Rômulo Fialdini e João Musa. Em 2005 foram convidados Thomaz Farkas, Klaus Mitteldorf, Eduardo Castanho, Rafael Assef e Walter Firmo.

A adesão ao Clube de Colecionadores de Fotografia é feita através do pagamento anual de R$ 1.800 ou mediante o parcelamento em 10 vezes de R$ 180.

Os clubes são coordenados por Fátima Pinheiro.

Serviço:

Clube de Colecionadores de Gravura e Clube de Colecionadores de Fotografia
Adesões: diretamente na sala dos clubes no MAM (portão 3 do Parque do Ibirapuera), de segunda a sexta, das 9 horas às 12h30 e das 13h30 às 18 horas, pelo telefone (11) 5549-9688 ramal 1203, no site www.mam.org.br ou e-mails clubedagravura@mam.org e clubedafotografia@mam.org.br

Mais informações para imprensa:

MAM
Washington de Carvalho Neves (imprensamam@mam.org.br) 9229 4323
Tel.: (11) 5549 9688, ramal 1179

Conteúdo Comunicação
Décio Hernandez Di Giorgi (decio.giorgi@conteudonet.com) 8255 3338
Cláudio Sá (claudio.sa@conteudonet.com) 9945 7005
Tel. (11) 3093 7800

 
   
   
   
   
   
   
   
   
 
 
 
 
 
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