Livro | O Encantador, Seu Teodoro do Boi - Brasília/DF

Lançamento do livro O Encantador, Seu Teodoro do Boi, do fotógrafo Eraldo Peres, exposição fotográfica, coquetel e apresentação do grupo folclórico de Seu Teodoro

Data: 16 de abril, segunda-feira, a partir das 19h30, no foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

Ficha: Livro O Encantador, Seu Teodoro do Boi
Pesquisa e fotografia de Eraldo Peres, 116 páginas, cor, formato 28,5 x 21 cm, Editora Senac/DF

Contatos: Eraldo (61) 9333-1691
Photo Agência: (61) 3963-5119  e  8414-5419
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Sobre o livro

Evento integrante das comemorações oficiais do aniversário de Brasília, além do lançamento do livro, haverá exposição de 30 fotos (formato 70 x 95 cm) sobre a vida de Seu Teodoro e as andanças do seu bumba-meu-boi.

A obra é fruto do projeto Fésta Brasileira, desenvolvido há mais de dez anos pelo fotógrafo Eraldo Peres, por meio de documentação fotográfica e registro de depoimentos de mestres foliões e grupos folclóricos, contribuindo, dessa forma, para a formação de um olhar mais estético e apaixonado sobre a cultura popular e para o registro e preservação do patrimônio imaterial brasileiro.

O Encantador, Seu Teodoro do Boi resulta de uma proposta aprovada pelo Fundo da Arte e da Cultura do Distrito Federal (FAC) e que contou também com a decisiva parceria da Editora Senac/DF. É um livro de fotografias com registro de depoimentos, onde episódios importantes de Brasília e do Brasil são contados por meio da história de Seu Teodoro Freire e de seu grupo.

Como o boi de encantado, tal qual promessa para os deuses e orixás, igual a quem traz as forças do invisível, hoje, aos 86 anos, Seu Teodoro mais observa e orienta do que faz. Consciente da sua contribuição e do trabalho realizado, não considera nada terminado. Assim é esse livro, uma contribuição, nada terminado, tudo iniciado. Uma forma de reconhecimento e agradecimento a um homem que dedica sua vida para a preservação do folclore.

Eraldo Peres destaca que todo o trabalho fotográfico foi definido sobre uma linguagem que valorizasse as expressões estéticas e lúdicas do ritual do bumba-meu-boi, criando uma narrativa que pudesse contribuir para a formação de olhar apaixonado sobre o nosso folclore, apresentando a beleza, a cor, os personagens, os instrumentos e os adereços como forma de possibilitar, para o público, a valorização e o interesse sobre a cultura popular brasileira.

Os depoimentos de Seu Teodoro registrados nos textos apresentam relatos interessantes, como as tentativas de criar um grupo de boi, na terra do samba, no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro; o testemunho sobre as repressão da ditadura militar na Universidade de Brasília e a prisão do líder estudantil Honestino Guimarães, além da passagem que relembra trecho da música de Chico Buarque “você não gosta de mim, mas sua filha gosta”, quanto conta a história da filha do general Geisel, Amália Geisel, que queria ver a apresentação do grupo de boi, mas era proibida de ir às cidades satélites de Brasília. 

A obra viaja no sabor das apresentações e do ciclo de vida do boi: o nascimento nos ensaios do grupo e no batismo do boi; a vida marcada pelas andanças e apresentações públicas do grupo; e a morte, quando se realiza a grande cerimônia ritual e a preparação para o renascimento no próximo ciclo de vida. As fotografias não seguem uma ordem cronológica, pois o principal objetivo é que as imagens criem uma narrativa lúdica e estética.

A história de Seu Teodoro é apresentada em etapas: desde o nascimento no interior do Maranhão, sua vida de trabalho em São Luis e os primeiros contatos com os grupos de boi da Ilha; a mudança para o Rio de Janeiro e a montagem do primeiro grupo; a participação nas comemorações do primeiro aniversário de Brasília e a decisão de ficar na capital, trabalhar, criar sua família e há quase meio século viver com seu grupo, o Boi de Sobradinho. 

Toda a pesquisa, documentação fotográfica e registro de depoimentos foram realizados entre dezembro de 2005 e dezembro de 2006, acompanhando  o grupo de bumba-meu-boi por vários lugares no Distrito Federal.

Sobre o autor

Premiado nos concursos Nikon Photo Contest em 1986 e 2000/2001; e Humanity Photo Awards 2006, nas categorias Festivities e Traditional Rites, o carioca Eraldo Peres é fotógrafo desde 1981 e desbrava, há 12 anos, a tradição dos ritos populares, do folclore, das festas religiosas, por meio do projeto FÉsta Brasileira. A iniciativa, além do livro Vila Boa de Goiás, já rendeu três exposições individuais: Caminhos da Fé (2002); FÉsta Brasileira (2004) e Vale do Amanhecer (2006).

Em 1995, Eraldo montou a Photo Agência e atua também como correspondente da agência The Associated Press (AP). Formado em jornalismo pelo UniCeub, trabalhou em Angola, no Correio Braziliense (DF) e faz especialização em gestão de políticas culturais, no Cead (UnB).

Ficha técnica

Projeto, pesquisa e fotografia Eraldo Peres.

Produção e entrevistas
Carol Peres

Edição de fotografias
Alain Barki

Direção de arte
Marcos Rebouças

Texto e revisão
Teresa Mello

Transcrição das entrevistas
Clóvis Brito

Design gráfico
Joana França

Editora Senac/DF

Apoio
Fundo da Arte e da Cultura do DF (FAC)
TDA Comunicação

Realização
Photo Agência