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| Endereço: Av. Prefeito Luiz Liarte, 200 - Caixa Postal 151 - cep 17201-970 - Jaú - SP |
| tel.: 0xx14 3622-2206 |
| e-mail: vicentejoaopedro@hotmail.com |
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A poesia visual de Vicente João Pedro
Reportagem realizada em 14/08/2005, pelo jornal "Comércio de Jaú" |
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Fundador do Foto Clube do Jaú |
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"a importância da fotografia é a cultura que a pessoa adquire"
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Vicente João Pedro possui em sua casa um acervo de imagens de Jaú com 120 álbuns. São mais de cinco mil fotos: a maioria retrata cenas poéticas que lhe renderam 260 prêmios e o merecido título de fotógrafo do milênio. Outra parte da coleção narra o desenvolvimento do município desde 1900.
João Pedro nasceu em jaú, em 1930, no bairro Santo Antônio, o bairro do Sapo. Aos 15 anos, fez sua primeira foto artística em uma máquina Kodak emprestada do primo. Depois dissso, nunca mais viu o mundo do mesmo jeito. "Quando vejo as coisas, já faço o 'quadro' delas", diz. Aos 16, torrou o dinheiro da poupança na compra de sua primeira máquina, de fole. Hoje, tem uma coleção. |
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Fotógrafo, que é o artista mais premiado de Jaú, começou a carreira aos 15 anos de idade, com uma Kodak.
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Para cada foto, uma história que não se apaga da memória do fundador do Foto Clube do Jaú. São lembranças alegres e tristes, que chegam a emocionar o artista - e aqueles que as compartilham. A pedido do Comércio, Vicente João Pedro selecionou cinco imagens que marcaram a sua vida e a vida da cidade ( veja fotos abaixo).
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"Qualquer motivo serve para fotografar. A gente, que gosta, já sai de manhã olhando os motivos que passam pela vista da gente. Às vezes ando devagar com o carro e o pessoal fica buzinando atrás. Fico pensando assim: "esse pessoal não aprecia nada, brinca João Pedro.
Para João Pedro, a arte é caminho para a crítica: "a importância da fotografia é a cultura que a pessoa adquire, principalmente a artística. A fotografia é provocante, é muito crítica", comenta. Para o artista, é também um vício: "se eu parar, fico nervoso". |
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| G A L E R I A |
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'Essa foi uma das fotos mais premiadas. Eu era mecânico na agência Ford e também sabia alguma coisa de torneiro mecânico. Fiz um canudo(de metal) e coloquei na frente da máquina para poder fazer a foto. Esperei a saúva subir ao muro e fiz a foto." |
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"Cheguei em casa oito horas da noite, morava perto da avenida Brasil. Tinha ido fazer um socorro de caminhão em Barra Bonita e, na volta, Jaú tinha raio para todos os lados. Eu estava com o macacão todo sujo. Subi com minha Roleiflex na caixa d'água e coloquei a máquina no tripé. Estava uma noite carregada. Não sabia de que lado ia fazer a fotografia. Olhei a igreja, fiz a composição e deixei o diafragma aberto(técnica que permite a composição de várias imagens em uma mesma foto). Tirou uma, tirou outra. Sei que fiquei meia hora. Veio a chuva e saí correndo. Quando revelei, vi os três raios. Tive sorte de cair três raios em vinte segundos." |
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"É a foto mais premiada. Fui fazer fotos no cemitério de Potunduva e vi uma composição com três cruzes. Vi dois moleques passando e perguntei 'Vamos fazer uma fotografia?'. Dei cincão e eles me ajudaram muito." |
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"Nasci atrás da igreja Santo Antônio e era uma rua muito barrenta(Gomes Botão). Em um dia de chuva, aproveitei para fazer a foto daquele barro todo. Depois, em 1957, fizeram o asfalto." |
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"Fui para a fazenda Mitacunha, no Paraná, os proprietários eram Pacheco, para consertar motor de caminhão. Saí de caminhonete com um colega. Eu estava no banco(passageiro). E sempre levo a máquina. Vi ao longe uma tropa de burro vindo, aquele poeirão, o sol no fundo. Tudo certinho para a fotografia. Pedi para parar o caminhão e tirei a foto em cima do estribo." |
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"Perdi foto por falta de ter uma máquina junto comigo. Eu morava no Santo Antônio e subia a XV de Novembro, virava à direita pela linha do trem para ir trabalhar na Ford, que era onde hoje é a Vienense. Passava pela estação da Paulista, onde é a rodoviária. Na linha do trem, havia uns dez homens trabalhando. Um sol no fundo passando pela neblina, ajudando tudo. Voltar para pegar a máquina, não dava tempo, tinha que ir trabalhar. Perdi. Fiquei sentido. Mas a foto está gravada na cabeça." |
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