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Sede: Sorocaba - SP
Fundado: 09/julho/2012


 

Diretoria:

 

Presidente

Presidente – João Luis Batistela  -     O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Secretaria – Rosecler Candido -   O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Diretor Estudos – Alcides Ferreira Gomes –  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Diretor  Divulgação e  Propaganda – Jéssica S.C. Candido –  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Diretor Relações Públicas – Vinicius Ferreira Chaves Ribeiro –  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Diretoria Finanças – Magali P.G. Dall´Ava   -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


 

 História de Sorocaba

Em 1654, O Capitão Baltazar Fernandes, já tendo construído a Igreja de Nossa Senhora da Ponte, atual Igreja de Sant'Ana, do Mosteiro de São Bento, e sua casa de moradia no Lajeado, para cá se mudou com familiares e escravatura, fundando novo povoado ao qual deu o nome de Sorocaba, denominação essa que tem sua origem no Tupi-guarani, e significa terra (aba) fendida ou rasgada (çoro).

Em 1661, estando o Governador Salvador Corrêa de Sá e Benevides em São Paulo, Baltazar Fernandes rumou para lá, para encontrar-se com ele. Por iniciativa própria ou por recomendação dele, que era grande amigo da família, requereu a 2 de março a elevação de Sorocaba à categoria de Vila, conseguindo o despacho no dia seguinte, em que se permitia a mudança do pelourinho de Itavuvu para cá, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba. Também no mesmo dia 3 de março, foram nomeados os primeiros componentes da Câmara Municipal, juízes: Baltazar Fernandes e André de Zunéga; vereadores: Cláudio Furquim e Paschoal Leite Pais; procurador: Domingos Garcia e escrivão: Francisco Sanches.

Bandeirante que era o fundador, bandeirantes continuam os moradores de Sorocaba. Assim é que Paschoal Moraira Cabral, os irmãos Antunes Maciel, os Sutil de Oliveira, os Almeida Falcão e muitos outros, desbravaram primeiramente o sul do Brasil; mais tarde aprofundaram-se para o sul do Mato Grosso, onde montaram um entreposto para comerciar com os espanhóis e ponto de partida para explorações por toda a extensão das selvas amazônicas.

Em 1733, passa por Sorocaba a primeira tropa de muares, conduzida pelo Coronel Cristóvão Pereira de Abreu, fundador do Rio Grande do Sul, inaugurando um novo ciclo histórico - o do Tropeirismo. Com o passar dos anos e o acréscimo do número de tropas, Sorocaba tornou-se sede das Feiras de Muares, reunindo-se aqui brasileiros de todos os quadrantes, a venderem ou comprarem animais e, ao mesmo tempo, ajudando a integração cultural dos vários rincões pátrios. A cidade, por força de sua situação geográfica privilegiada, transformou-se no eixo geo-econômico, entre as regiões norte e sul do Brasil: enquanto que o norte, a economia se baseava na mineração e na exploração das imensas reservas florestais, no sul, a motivação econômica era a produção de animais de carga e de corte, esta completando aquela.

A grande densidade demográfica, transitória na época das feiras de Muares, e principalmente o afluxo de gente endinheirada, ajudaram o desenvolvimento do comércio e da indústria caseira, ficando famosos no Brasil as facas e facões sorocabanos, e também as redes aqui tecidas. Também eram muito apreciados os doces e as peças de couro para montaria, havendo inúmeros ourives que se dedicavam exclusivamente a fabricar enfeites em ouro e prata para selas e arreios, estribos, cabos de chicotes e facas.

Com o desenvolvimento das Feiras e conseqüentemente crescimento da mão de obra especializada das indústrias caseiras, apareceram, logo em 1852, as primeiras tentativas fabris: a do algodão, de Maciel Lopes de Oliveira e a de seda, em teares fabricados pelo próprio pioneiro, Francisco de Paula Oliveira e Abreu. Ambas não passaram de ensaios, porquanto a de seda pereceu por falta de apoio financeiro e a de algodão, por causa da Guerra de Secessão Americana, que, privando as fábricas de tecidos ingleses da matéria-prima indispensável, elevou os preços a tal ponto que era mais vantajoso exportar o algodão para a Inglaterra a tecê-lo aqui. Com isso, pioneiramente, no Brasil, Sorocaba plantou o algodão herbáceo em substituição ao arbóreo, em grande quantidade, enviando-o em lombo de burro até Santos, de onde seguia para a Inglaterra.

As primeiras sementes de algodão foram plantadas aqui em 1856, desenvolvendo-se grandemente, a ponto de se pensar na construção de uma Estrada de Ferro para facilitar a exportação do produto. Luiz Matheus Maylasky, o maior comprador de algodão da zona, em 1870, em reunião com próceres sorocabanos, aventou a idéia da fundação da mesma, levando-a a bom termo ao fim de 5 anos. A 10 de julho de 1875, é inaugurada a Estrada de Ferro Sorocabana.

Após o termino da guerra, os americanos principiaram novamente as plantações de algodão em quantidade suficiente para exportação, fazendo a matéria-prima brasileira menos procurada. Com a menor exportação e os preços aviltados, os sorocabanos endinheirados começaram novamente a pensar no aproveitamento local do algodão, e assim Manoel José da Fonseca, em 02 de dezembro de 1882, inaugurou sua Fábrica de Tecidos Nossa Senhora da Ponte, que existe até hoje. Logo, em 1890, apareceram as Fábricas de Santa Rosália e Votorantim, e a seguir muitas outras, tornando Sorocaba uma cidade industrial.

A Estrada de Ferro Sorocabana foi também um dos fatos que muitos colaboraram para o maior desenvolvimento industrial local, transformando Sorocaba num dos maiores parques industriais do interior de São Paulo.

Com a vinda de D. João para o Brasil, logo em 1812, os sorocabanos pedem uma escola de primeiras letras, que finalmente é concedida e instalada em 1815. Por essa escola passaram mestres como jacinto Heleodoro de Vasconcelos, Gaspar Rodrigues Macedo, Francisco Luiz de Abreu Medeiros, etc. De cerca de 1830 é a primeira escola feminina de primeiras letras, e de cerca de 1845 a primeira cadeira de Latim e Francês, que na época equivalia ao curso secundário, e teve como professor Francisco de Paula Xavier de Toledo. Das escolas secundárias criadas em diversas cidades, apenas Sorocaba conseguiu manter a sua, pelo grande número de alunos que a freqüentava.

A Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, atestado do pioneirismo metalúrgico de Sorocaba em toda a América Latina, após muitas tentativas desde a fundação da cidade, teve êxito total em 12 de novembro de 1818, quando Frederico Luiz Guilherme de Varnhagem fez correr dos altos fornos o metal fundente para formas de três cruzes. Varnhagem viera em 1809 para cá, como auxiliar dos suecos que tentavam a fundação da mesma, sendo elevado a diretor da Fábrica em construção, por carta régia de 27 de setembro de 1814, cargo que ocupou por dez anos. Produziu Ipanema grande quantidade de ferro, principalmente na época da guerra do Paraguai, quando dali saíram materiais bélicos.

Da mesma Real Fábrica do Ipanema saiu um dos maiores sorocabanos: o filho do diretor, ali nascido, Francisco Adolfo de Varnhagem, o Visconde de Porto Seguro, que passou à posteridade como "O Pai da História do Brasil."

Sorocaba teve, também, um outro período glorioso quando, em 17 de março de 1842, aqui se fez a Revolução Liberal, em reunião da Câmara Municipal, que aclamou o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar como Presidente da Província de São Paulo, para lutar contra o cerceamento das liberdades e contra duas leis iníquas, votadas pelo Congresso. Ao ser aclamado, o Brigadeiro Tobias de Aguiar faria sua 3ª gestão como Presidente da Província, pois já exercera esse cargo legitimamente, por duas vezes. Em 20 de junho seguinte aqui esteve o insigne Duque de Caxias, que, após vencer a Revolução, partiu daqui para Minas Gerais, que, também se revoltara, conjuntamente com São Paulo.

Desta mesma época, de 5 de fevereiro de 1842, é a lei provincial nº 5, que elevou Sorocaba à categoria de cidade, juntamente com Curitiba, que ainda pertencia a São Paulo, e a Vila de São Carlos, que passou a chamar-se Campinas. A Comarca foi criada em 30 de março de 1871, pela lei provincial nº 39.

O segundo ciclo, o do Tropeirismo, foi marcado pelas famosas feiras de Muares, que transformavam a cidade numa verdadeira metrópole pela presença de brasileiros de todos os rincões, também estrangeiros do Uruguai e Argentina, que aqui realizavam grandes negócios. O Tropeiro, em sua viagens, propiciou que se criassem cidades em cada pouso e levou nosso nome para todos os pontos da pátria e países da América Latina. Também neste ciclo, observa-se o progresso da policultura e o pioneirismo do plantio do algodão.

Mais tarde, verifica-se um quarto ciclo, o do Ensino, que, embora venha desde a fundação da cidade, apenas em meados do século passado começou a tomar impulso, chegando neste século a grande desenvolvimento. Hoje Sorocaba conta com escolas de todos os níveis, em número avultado, proporcionando-nos um segundo cognome "Cidade das Escolas e das Indústrias".

Atualmente, como mais um ciclo que caracteriza sua história, Sorocaba representa um centro comercial de grande expressão. Ao lado de seu Parque Industrial bastante diversificado, de sua escolas, sua Universidade, Sorocaba representa um centro em que há grande circulação de riquezas.

 

Baseado no texto de: Aluísio de Almeida
Fonte: Guia de Sorocaba

 

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